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Restrições ao comércio e serviços forçam alta do desemprego na cidade de Sapiranga

Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Sapiranga tem atuado de forma constante na defesa do interesse de seus associados

O comércio não vende, a indústria não produz. O resultado é o crescimento há três meses consecutivo do número de desempregados. Este é o quadro atual no município de Sapiranga diante das restrições impostas no funcionamento dos estabelecimentos. Na tarde de terça-feira (04/08), o governador do estado, Eduardo Leite, anunciou o resultado das análises feitas dos pedidos e Sapiranga e região permanecem sob bandeira vermelha. A perspectiva, porém, é de um pequeno alívio por conta de alterações que abrandaram as regras de funcionamento.

O saldo em março entre admitidos e desligados foi negativo de 514. Em abril, foi o pior resultado com saldo negativo de 2135 postos de trabalho e em maio, último dado apurado pelo CAGED, houve saldo negativo de 919. Na ordem, o setor mais afetado é a indústria, seguida do comércio e serviços.

“Como se percebe o saldo entre admitidos e desligados entre março e maio de 2020 ficou negativo, tendo se alcançado 3135 pessoas quer perderam seus empregos de forma direta. Sabemos que este número de desempregados atinge, no mínimo, quatro pessoas por núcleo familiar, ou seja, mais de 12.000 pessoas, e, considerando a população de Sapiranga que gira em torno de 85.000 habitantes, representa 15% da população total. Destaca-se que já passaram quatro meses desde o início da pandemia, sendo que os comerciantes, onde incluem-se os restaurantes e os prestadores de serviços, considerados não essenciais, são os que mais prejuízos vem sofrendo, mesmo tendo sido comprovado que estes não são os causadores ou pontos centralizadores do covid-19”, afirmou a presidente da CDL Sapiranga, Clarice Strassburger, em ofício enviado ao Governo do Estado.

No documento entregue pela CDL Sapiranga ao Governo do Estado, outro aspecto destacado foi o fato dos empregadores estarem cumprindo, desde o início da pandemia, todos os protocolos e as disposições constantes nos decretos estadual e municipal, no que se refere as medidas de higiene e sanitárias, inclusive do distanciamento social, ou seja, estão cumprindo de forma rigorosa o dever legal imposto de combate ao coronavírus. Além disso, não existe qualquer indicador a demonstrar a ocorrência de qualquer contágio de corona vírus, seja em estabelecimento comercial ou em local de prestação de serviços, pois nestes locais não existe aglomeração de pessoas.

Quadro de admissões e desligamentos de março a maio de 2020:

Setor / Admitidos / Desligados / Saldo

Comércio 337 / 541 / – 204

Serviços 233 / 415 / – 182

Indústria 1084 / 4219 / – 3135

Redação e Coordenação: Marcelo Matusiak

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